Descrição abreviada
Animais de perfil recto a sub-côncavo e formato médio. O peso médio é de 560 kg para as fêmeas e de 850 kg para os machos. A alçada média para o cruzamento é de 132 cm para as fêmeas e de 138 cm para os machos.
A pele é castanha, com expressões mais escuras nos bois e mais claras nos bezerros. Os tons mais escuros nunca faltam nas suas extremidades, mas também se distribuem com intensidade pelas diversas regiões do corpo dando lugar a una variada apresentação de particularidades. São características etnomónicas as abundantes formações pilosas mais claras e bastante caídas sobre a frente, "melena", e no pavilhão auricular, "caídas". Cornos em gancho curto com meia lua nos machos, e alongados nas fêmeas, nas quais nascem à frente da linha de prolongamento da cabeça, dirigem-se lateralmente e para a frente e para cima, para continuar a descrever uma ampla espiral e rematar com as pontas para trás. São de cor nacarada na cepa e na pala, com as pontas escurecidas. As orelhas são grandes e peludas.
Origem da raça
A raça Vianesa localiza-se na "Terra do Bolo", no oriente da província de Ourense, com fronteira com Sanabria (Zamora) e estendendo-se para os Montes do "Invernadoiro" e para a Serra de Queixa. As condições orográficas desta comarca, a mais montanhosa da província, dificultaram a mecanização agrícola e permitiram a manutenção dos sistemas de exploração tradicionais, necessitados de animais com uma forte adaptação ao meio, facto que permitiu à raça Vianesa manter um maior censo de todas as Morenas Galegas.
Censo
(a 31/12/2007): 1.362 animais.
Número de manadas ou explorações (a 31/12/2007): 72.
Aptidão produtiva
A qualidade mais apreciada desta raça é a rusticidade, o que permite a sua perfeita adaptação ao meio montanhoso no qual se desenvolve, ao qual haveria que juntar a condição de boa vaca leiteira, que se traduz num elevado ritmo de crescimento dos bezerros, a partir dos quais se produz uma carne de muito boa qualidade.

